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Circuito de Ciências

das Escolas da Rede Pública

de Ensino do Distrito Federal

MANUAL DO AVALIADOR

 

Brasília, 10 de junho de 2016

SUMÁRIO

1. O Circuito de Ciências ... 3
2. AVALIAÇÃO formativa ... 4
3. Avaliadores ... 5
4. Recomendações ao avaliador ... 5
5. Critérios de avaliação ... 6
6. Conceitos ... 7
7. Critérios de desempate ... 8
Referências ... 8
Anexo 1 – Ficha de Avaliação ... 9

 

1. O Circuito de Ciências

O Circuito de Ciências das Escolas da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal é um evento pedagógico promovido pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) com a participação das Unidades Escolares (UEs). O evento tem como missão difundir a cultura científica e objetiva estimular as atividades que abarquem o letramento científico e o processo investigativo. É uma ação que favorece a apropriação das etapas do desenvolvimento do trabalho investigativo (problematização, levantamento de hipóteses, investigação, análise de dados, conclusão e generalização) que fortalece a criatividade, o raciocínio lógico e a capacidade de pesquisa.

Ao disponibilizar espaço para a socialização de vivências interdisciplinares e/ou inovadoras realizadas pelos estudantes no âmbito das UEs, a SEEDF valoriza o trabalho pedagógico e fortalece o Processo Ensino-aprendizagem em consonância com os documentos norteadores existentes na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, como o Currículo em Movimento da Educação Básica (2014) e as Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 2º Ciclo (2014), Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 3º Ciclo (2014) e Diretrizes de Avaliação Educacional: Aprendizagem, Institucional e em Larga Escala (2014-2016).

O Circuito de Ciências é organizado em 3 (três) etapas:

I- Etapa Local: realizada nas Unidades Escolares contemplando todos os segmentos/etapas/modalidades. Os trabalhos selecionados nessa etapa participam da Etapa Regional;

II- Etapa Regional: realizada em Circuitos Regionais realizados nas 14 (quatorze) Coordenações Regionais de Ensino (CRE). Os trabalhos selecionados nessa etapa participam da Etapa Distrital;

III- Etapa Distrital : realizada com a exposição dos 336 (trezentos e trinta e seis) trabalhos selecionados na Etapa Regional.

 

2. Avaliação Formativa

A avaliação dos trabalhos apresentados visa o acolhimento, a apreciação, a inclusão, o aprendizado e a troca de experiências em conformidade com as Diretrizes de Avaliação Educacional: Aprendizagem, Institucional e em Larga Escala (2014-2016).

A avaliação precisa ser conduzida com ética, o que significa levar em conta o processo de aprendizagem dos estudantes em consonância com os seguintes aspectos: respeito às produções dos estudantes (elas lhes pertencem); avaliação desvinculada de comparação (compara-se o progresso do estudante com suas próprias capacidades e não com as dos colegas); avaliação informal encorajadora (desvinculada de ameaças, constrangimentos e punições); uso dos resultados da avaliação voltados somente para os propósitos de conhecimento do estudante (sem serem incluídos em nenhuma forma de ranqueamento) (SEEDF, 2014, p.54).

É de grande valor para os estudantes participantes do Circuito de Ciências obter a oportunidade de apresentar seu trabalho para o público em geral e de discuti-lo com professores, demais estudantes e avaliadores. Por meio desse intercâmbio, expositores, professores e estudantes podem identificar as fragilidades e potencialidades de suas pesquisas, bem como podem se sentir estimulados a continuar a caminhada científica.

A avaliação é formativa independe dos usos de seus instrumentos. Assim, a ação formadora se traduz por meio da intencionalidade encorajadora que pode ser encontrada no ato de observar e avaliar o objeto de pesquisa, resultando a melhoria do processo pelo qual o estudante aprende. Desta forma, a Ficha de Avaliação (anexo i) utilizada na Etapa Regional e na Etapa Distrital do Circuito de Ciências deve possibilitar que as UEs realizem intervenções didáticas e pedagógicas pautadas na lógica do processo de aprendizagem dos estudantes envolvidos, não resultando exclusivamente numa lógica de classificação. Após a devolução desse instrumento aos estudantes pelos expositores, acredita-se que os estudantes poderão obter um crescimento pedagógico ao refletir acerca do projeto apresentado.

Uma vez que a concepção formativa é responsabilidade de todos, deve existir a possibilidade de uma autoavaliação. Por esse motivo é importante a devolução das avaliações às UEs, isto produzirá um diálogo entre os agentes envolvidos na pesquisa. Este retorno da Ficha de Avaliação aos estudantes participantes nos trabalhos é necessário para o processo avaliativo, proporcionando que os avaliados se mantenham informados sobre suas aprendizagens, possibilitando que aos sujeitos percebam seus avanços e suas fragilidades e busquem a autorregulação para aprender mais. Por fim, o movimento dialético do qual resultará o uso formativo da avaliação surge antes mesmo da aplicação de algum instrumento, ou seja, ocorrerá quando já com a negociação de entendimentos acerca dos critérios de avaliação, conhecimento das fichas ou instrumentos que serão utilizados no evento, retorno ou feedback das percepções dos avaliadores para os avaliados e a possibilidade de continuar aprendendo e retomar o processo ampliado numa ou possível ocasião.

 

3. Avaliadores

Os avaliadores poderão ser professores da SEEDF e/ou avaliadores convidados: professores e estudantes de Instituições de Ensino Superior, membros de institutos e centros de pesquisa.

 

4. Recomendações ao avaliador

Deixar claro os critérios de avaliação estabelecidos no Regulamento do VI Circuito de Ciências, Art. 18º ao apresentar-se como avaliador. Sendo assim:

a. Solicitar aos estudantes que apresentem o trabalho;

b. Valorizar as realizações dos estudantes, seja no processo de pesquisa, no resultado alcançado ou na apresentação final;

c. Questionar aos estudantes sobre aspectos específicos de sua pesquisa, do processo de desenvolvimento do trabalho e sobre o interesse deles pelo tema;

d. Sinalizar ao estudante que uma apresentação sintética e objetiva faz parte do exercício científico, caso a apresentação esteja se estendendo muito;

e. Retornar em outro momento para obter informações adicionais, caso julgue necessário;

f. Perceber se os estudantes participaram da elaboração do trabalho;

g. Examinar a qualidade do trabalho e o nível de compreensão que os estudantes demonstram a respeito de sua pesquisa e área de estudo;

h. Observar o material disponibilizado, incluindo a apresentação escrita do trabalho (banner), bem como outros materiais apresentados no estande (protótipo, maquete, cartaz etc.);

i. Considerar que o material presente no estande é secundário em relação ao conhecimento dos estudantes sobre o assunto, entretanto deverá ser considerado, visto que é a expressão concreta do conhecimento adquirido;

j. Verificar se o trabalho é de cunho científico, tecnológico, de inovação e/ou social;

k. Analisar se o trabalho contempla pelo menos uma das categorias propostas pela SEEDF (Art. 12 do Regulamento);

l. Verificar se o banner está de acordo com as orientações da SEEDF;

m. Priorizar a avaliação na Educação Infantil e Bloco 1 dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no turno matutino, evitando, desta forma, o cansaço e a dispersão das crianças no turno vespertino;

n. Considerar que a avaliação da Educação Infantil e Bloco 1 dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental é realizada de forma preponderante pela observação, estimulação da fala e expressões, respeitando todas as formas de manifestação.

 

5. Critérios de avaliação

O avaliador receberá uma Ficha de Avaliação (Anexo I) e avaliará a apresentação dos trabalhos com base nos critérios a seguir.

 

I – Método Investigativo

1) A questão ou problema foi apresentado de forma objetiva?

2) Houve análise dos dados?

3) As considerações finais apresentadas são coerentes com o (s) objetivo (s), hipótese (s) e resultado (s)?

II – Apresentação Oral

1) Durante a exposição os/as estudantes demonstraram conhecimento do tema, por meio de argumentos?

2) No decorrer da exposição os/as estudantes demonstraram capacidade de articulação do tema de maneira interdisciplinar?

3) Os estudantes conseguiram responder às questões?

III – Apresentação do trabalho

1) Os estudantes apresentaram recursos multimeios* que auxiliasse na apresentação do trabalho?

2) O material escrito (banner) apresentou introdução, objetivo (s), procedimentos, resultado (s), considerações finais e referências bibliográficas utilizadas para o trabalho?

3) As informações estavam organizadas de forma didática e atrativa?

IV – Organização do Espaço

1) O ambiente estava organizado?

2) O Projeto otimizou o espaço disponível (3m² X 3m²) de maneira adequada?

3) Os trabalhos expostos no estande foram produzidos pelos estudantes?

* Recursos tecnológicos e não tecnológicos: áudio, vídeo, sensorial, maquetes, cartaz, entre outros.

 

6. Conceitos

Cada item será avaliado de acordo com os conceitos a seguir, transcritos por meio de pontuação específica:

I- Conceito NÃO ALCANÇOU: o objetivo proposto não foi apresentado (pontuação: 0);

II- Conceito ALCANÇOU PARCIALMENTE: o objetivo proposto foi alcançado parcialmente (pontuação: 1, 2 ou 3);

III- Conceito ALCANÇOU: o objetivo proposto foi alcançado satisfatoriamente (pontuação: 4 ou 5).

Será considerado vencedor o trabalho que obtiver o maior somatório de pontos.

 

7. Critérios de desempate

1) O desempate dar-se-á pelo maior somatório de pontos no conceito ALCANÇOU;

2) Caso permaneça o empate, o desempate dar-se-á pelo maior somatório de pontos no conceito ALCANÇOU PARCIALMENTE;

3) Permanecendo o empate, o desempate dar-se-à pela maior pontuação, seguindo a ordem dos critérios de avaliação, disposta no item 5 deste manual, visto que esta ordem representa o grau de relevância;

4) Após aplicados os critérios anteriores, persistindo o empate, os trabalhos nesta situação receberão a mesma classificação.

 

Referências

BRASIL. Ciências para todos no semi-árido – Potiguar. Disponível em: http://www.cienciarn.com.br/arquivos/manual_do_avaliador.pdf

BRASIL. Feira Brasileira de Ciências. Disponível em: http://febrace.org.br/arquivos/site/_conteudo/pdf/manual_avaliador2010.pdf

Diretrizes de Avaliação Educacional (SEEDF, 2014).

 

Anexo I – Ficha de Avaliação

O anexo está disponível apenas na versão em PDF. Para baixar o arquivo acesse:  MANUAL DO AVALIADOR

 

 

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